domingo, 14 de dezembro de 2008

AUTO-AVALIAÇÃO

Penso que devo ter um 13 no webfólio pois, apesar de não ter desenvolvido o aspecto do meu blog, cumpri todos os prazos de publicações de trabalhos desenvolvidos na discipilina de português como o contrato de leitura, apreciação crítica, objectivos e estratégias e o relatório.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Apreciação Crítica

Apreciação Crítica ao livro Os Cromos de Rita Ferro


Os Cromos é um livro de crónicas, escrito em 2003, por Rita Ferro, nascida em Lisboa, em 1955.
Para além deste livro de crónicas, escreveu ainda outras crónicas compiladas em Por Tudo e Por Nada em 1994, Por Instinto em 2000.
Este último livro contém alguns dos perfis insertos no livro Os Cromos. Esta escritora escreveu ainda os seguintes romances O Nó na Garganta em 1990, O Vestido de Lantejoulas em 1992, O Vento e a Lua em 1993, Uma Mulher não Chora em 1997, Os Filhos da Mãe em 2000, A Menina Dança? em 2002 e por ultimo És Meu! em 2003.
Tem sido uma colaboradora da imprensa, a nível de jornais e de publicações periódicas tal como tem colaborado na televisão e em programas radiofónicos.
A este propósito, citemos o programa Conversas de Escárnio e Mal Dizer transmitido pela TSF, em 1994. Estas conversas estavam imbuídas duma crítica e até duma sátira de assuntos referentes àquela data – 1994.
Também este livro Os Cromos, ao fazer desfilar um conjunto de perfis perfeitamente actuais, nos sugere pelo seu lado humorístico e caricatural a obra vicentina Auto da Barca do Inferno.
Com efeito, no cortejo das personagens tipo vicentinas, havia uma intenção moralizante, feita duma forma subtil, seguindo o conceito de que a “rir se castigam os costumes”. A ideia consistia afinal em nos interrogarmos se haveria algo, em nós, daquele Fidalgo corrupto, Sapateiro beato e hipócrita, Jurista corrupto ou até algo de nós que, qual Onzeneiro, tem como seu único senhor o dinheiro.
Este cortejo de perfis convida-nos também à introspecção e à auto-crítica duma forma divertida, à semelhança de Gil Vicente.
De referir que a autora se afasta de Gil Vicente não só pelo género literário escolhido como ainda pela posição que adquire na obra, pois muitas vezes o narrador pareceu-nos próximo do perfil narrado nutrindo até por ele alguma simpatia, como outras vezes se demarca desse perfil revelando antipatia. Com efeito enquanto género literário do Auto da Barca do Inferno era o dramático, esta obra pertence ao género narrativo e ao subgénero crónicas sendo a sátira o objectivo desta obra a ironia é nele uma constante tal como o era em Gil Vicente.
Esta sátira, escrita em 2003, tem por alvo tipos da actualidade, pertencentes “ a uma qualquer estrada do país”.
Apresentam-se, de seguida, primeiramente, alguns tipos onde a antipatia se manifesta e de quem a cronista se distâncía. Finalmente apresentam-se aqueles por quem nutre simpatia, chegando a identificar-se com algumas das suas características.

Deslumbrado

Logo no início, a cronista apresenta este tipo como um indivíduo sem escrúpulos, capaz de “ vender um própio rim” para alcançar um nome pompouso. O nome desta crónica sugere o deslumbramento que este tipo tem pelo estracto social alto, renegando para isso as suas próprias origens. “Vive de renúncia em renúncia” rasgando albuns de fotografias, sofrendo sózinho a dor da morte de algum elemento da sua família, para não ficar embaraçado, perante os seus amigos, uma vez que considera a sua família saloia. Classifica as pessoas de acordo com o estracto social a que pertençem tudo fazendo para ser apresentado à “gente da alta”. Nesta crónica, predomina o uso da terceira pessoa, havendo um parágrafo onde predomina a primeira pessoa, parágrafo este que tem como função introduzir a nossa culpa em contribuir a existência destes deslumbrados.

Nandinho

Este tipo apresenta-se com nome, nome este carregado de significado, pois o diminutivo aqui usado traduz o carinho desmedido que os pais lhe têm. Parece que estamos a ouvir o pai pobre que nada teve na sua infância mas que agora está transformado num novo rico a pronunciar: o meu Nandinho. Assim a utilização do nome não significa que este país não esteja carregado de Nandinhos mas apenas como se disse da deseducação dada aos filhos pelos novos ricos. O determinante indefinido “qualquer” logo no ínicio da crónica transmite-nos precisamente a ideia de proliferação de Nandinhos neste país.
O diminutivo significa ainda a total ausência de valores, pois apenas valoriza o dinheiro que recebe do seu pai, sem que tivesse contribuído para essa fortuna. Todo ele é pequeno, como o “Nandinho” indica, não tendo perspectivas de futuro apenas lhe interessando o prazer imediato. Neste tipo só aparece o uso da primeira pessoa no final, marcando uma distância, um afastamento entre esse tipo e a cronista, apesar de concluir que ainda assim todos nós temos um pedacinho de Nandinho isto é, todos gostamos de tirar partido.

O Escritor

Pode-se dizer que é um tipo a quem é atribuída uma crítica severa, sendo acusado de falso, hábil, obsceno, ambicioso e cobarde. A cronista manifesta uma profunda antipatia, considerando-o desumano, desconhecendo a beleza, não sendo criativo, limitando-se a plagiar os outros. Predomina o uso da primeira pessoa, havendo um afastamento demarcado entre “O Escritor” e a cronista, sendo o tom desta crónica o da descrição, predominando por isso o pretérito imperfeito. Esta distância faz lembrar o Frade do Auto da Barca do Inferno a quem o Anjo nem responde.

O Fidalgo Provinciano

Este é o tipo melhor tratado na obra. É uma personagem simpática, porque autêntica, mantendo a sua própria identidade. É oposto do pato bravo e do seu filho o Nandinho, pois para ele o que é importante são os seus valores, o nome da família. Existe uma identificação da cronista com este tipo sendo o uso da primeira pessoa um convite a olharmos para o interior de cada um de nós, na busca da nossa cultura portuguesa, da nossa identidade.



Apresentados e analisados que foram alguns dos tipos desta obra, saliente-se o agrado com que a mesma foi lida.
Tal como Gil Vicente nos deu a conhecer algumas personagens da sua época, também aqui se reconhecem de imediato, tipos apresentados, sendo, todavia alguns desconhecidos como por exemplo: o Nandinho, o deslumbrado, a menina-bem, a mãe e o snobe. Ficando-se assim com uma perspectiva, uma panorâmica da sociedade portuguesa actual.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

RELATÓRIO DA CANOAGEM

De: Miguel Andrade Santos
Para: Professora Filipa
Relatório de uma visita de estudo à canoagem no âmbito da discipilina de Educação Fisica.
Em: 13 de Outubro de 2008

Esta visita de estudo realizada no dia 13 de Outubro de 2008, teve início por volta das 11 horas da manhã, foi conduzida por dois professores de canoagem membros do club de canoagem da Expo. Nela participaram todos os alunos do 10º ano da turma B e D e os Professores de Educação Fisica Prof. Vasco Condado e Prof. Dário. Teve como finalidade o contacto com outros desportos sem ser terrestres, neste caso a canoagem pois trata-se de um desporto aquático. A actividade terminou às 13 horas da tarde. A viagem do colégio à Expo e da Expo ao colégio foi realizada de metro.

No início da actividade, o professor de canoagem começou por dar breves intruções sobre normas de segurança da actividade e a explicar como se consegue andar com mais velocidade na água, travar e virar. De seguida, vestimos os calções de banho, e assistimos a uma muito breve explicação sobre a utilidade do colete salva vidas. Pusemos os coletes salva vidas e fomos para junto da piscina gigante onde o professor de canoagem nos explicou como pegar na pagaia correctamente e remar. No final de 10 minutos a treinar, cada um foi em grupos de dois para a dentro da sua canoa. Já dentro de água, o professor disse-nos para remar até a rocha das gaivotas com o objectivo de nos habituarmos à canoa. Junto da rocha, o professor veio num barco a motor, explicar-nos a primeira actividade que consistia na volta ao oceanário de canoa. Fomos todos até à primeira paragem que era ao pé de um boneco flutuante com óculos de mergulho e respirador. Após a chegada do professor percorremos mais uns metros e chegámos a uma boia verde onde era possível ver a ligação com o rio Tejo. Nessa boia, o professor disse-nos para ir ver essa ligação. A única coisa que nos separava do rio Tejo era uma parede ao nível da água cheia de mechilhões. Tinha assim acabado a primeira de três actividades e começado a segunda. A segunda actividade consistia em apanhar o máximo de bolas de ténis que conseguissemos, mas só a pessoa que estava atrás é que podia remar. Foi então que o professor contou até três e começou a atirar bolas para todos os lados, cada concorrente conseguiu apanhar em média de quatro bolas de ténis. Tinha assim acabado a segunda actividade de canoagem e começado a terceira que consistia numa corrida de mais ou menos cinquenta metros. O professor pediu que nos encostassemos à margem. Quando todos se tinham encostado, o professor contou até três e começou a corrida. Fomos todos a grande velocidade e já não me lembro quem ganhou mas acho que foi o grupo do António e Francisco Campelo. Tinham assim terminado as nossas actividades e fomos todos para a margem afim do professor nos tirar da água. Como estavamos todos molhados e encharcados fomos tomar um duche e vestirmos-nos para regressar ao colégio.

Conclusão

Acho que todos nós gostámos da actividade de canoagem e ficamos a conhecer um pouco mais sobre ela através da prática da mesma. Espero que façamos mais actividades diferentes como esta em breve de modo a termos mais contacto com os outros desportos.
Objectivos: 1º - melhorar a minha construção frásica. 2º - melhorar a minha escrita a nivel do vocabulário.

Estatégias: 1º -escrever mais textos. 2º - ler mais fluentemente
Contrato de Leitura


Entre a Professora de Lingua Portuguesa, da turma D do 10º ano de escolaridade do Colégio de Santa Doroteia, e o aluno Miguel Maria Moreira Rato de Andrade Santos, Nº 9, como segundo outorgante, é ajustado e aceite o presente contrato de leitura, sujeito às cláusulas seguintes:

1ª - O primeiro outorgante coordena as actividades desenvolvidas no âmbito deste contrato.

2ª - O segundo outorgante compromete-se a:
a) Ler 1 livro por trimestre.

b) Preencher uma apreciação crítica dos livros lidos, a incluir no webfólio e caderno diário.

c) Produzir texto(s) livre(s) a incluir no caderno opcional.

3ª - Ambos os outorgantes se comprometem a seleccionar obras que constarão de uma lista dada pelo professor no iníco do ano.

4ª - O primeiro outorgante compromete-se a :
a) Orientar as leiruras quando solicitado.

b) Orientar a produção escrita nas frases de planificação, textualização e revisão.

c) Programar a apresentação dos trabalhos decorrentes das leituras realizadas.

d) Atribuir uma avaliação qualitativa e quantitativa ao cumprimento do contrato.

5ª - O incumprimento por parte do segundo outorgante determina que tem um desconto de 5% no final de periodo.

6ª - O presente contrato figurará durante o ano lectivo 2008/09.


O presente contrato é aceite por ambos os outorgantes nos precisos termos aqui exarados e vai ser assinado por o acharem conforme. Tendo sido feito e duplicado, cada outorgante ficará na posse de um exemplar.



( Data ) ____, ____ de ___________ de 200__



O(A) Professor(a) de Português

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O(A) Aluno(a)

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